12/05/2022

Ajude o Pintainho

Juvenil de Pintainho. Foto por Beatriz Martins

Sabia que em 2012, durante um estudo das espécies das Ilhas Selvagens, foi recolhido um pintainho que tinha sido anilhado 19 anos antes, em 1993? Esta espécie tem a sua grande fatia populacional nas Selvagens, sendo por isso dificilmente observada. Nos Açores, é conhecida como frulho.

As suas patas são azuladas e possui um dorso muito escuro e um ventre claro. Esta ave nidifica nas falésias de pequenas ilhas e ilhéus, e os seus ninhos são construídos em cavidades e buracos de rochas, assim como por baixo de pedras soltas.

⚠️ AMEAÇAS

Os principais fatores de ameaça e de mortalidade em terra resultam da predação exercida por mamíferos introduzidos, da ocupação da área costeira com urbanizações, da ocorrência regular de predadores, tais como a gaivota-de-patas-amarelas, da poluição luminosa e da competição interespecífica por cavidades de nidificação. Nos Açores, foram definidas linhas de investigação prioritárias para a conservação desta espécie.

🔍 Saiba mais em http://www.atlasavesmarinhas.pt/pintainho/



17/02/2022

Ajude o roque-de-castro

ROQUE-DE-CASTRO

Das 8 espécies de aves marinhas nidificantes no Arquipélago da Madeira, o Roque-de-castro é a mais pequena!

Esta espécie tem um comportamento marcadamente pelágico. A sua dieta é composta por crustáceos planctónicos, pequenos peixes e cefalópodes, podendo tirar partido dos restos deixados por outros predadores e das rejeições da pesca. Nidifica em pequenas cavidades ou em fendas nas rochas em ilhas e ilhéus sem predadores, ou em cavidades de escarpas inacessíveis, onde predadores terrestres introduzidos estão presentes (as gaivotas também são predadoras).

Roque-de-castro após encandeamento pela luz noturna artificial.

Sabia que existem duas populações de roque-de-castro bem distintas? Estas populações apresentam caraterísticas morfológicas, períodos reprodutivos e vocalizações diferentes. A população de inverno é mais abundante e nidifica entre setembro e fevereiro, enquanto a população de verão nidifica de março a outubro.

Roque-de-castro recolhido durante a Campanha Salve uma Ave Marinha em 2021. Foto por: Tiago Dias

De momento, os juvenis de roque-de-castro, da população de inverno, começam a abandonar os ninhos. Esteja atento e, caso encontre uma ave, recolha-a com cuidado e liberte-a num sítio junto ao mar e pouco iluminado.

Não administrar qualquer tipo de alimento ou água! Foto por: Tiago Dias

Contacte-nos com o seu registo através do telefone 967232195 ou preencha o formulário em https://bit.ly/2x1AWSP.

️ Caso a ave esteja ferida, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM através do 961957545 (09:00-17:30) ou a GNR - Comando Territorial da Madeira (disponível 24 horas).


A primeira ave marinha salva, do ano de 2022, foi um roque-de-castro juvenil que se perdeu após sair do seu ninho. Foi encontrado por um membro do staff no Hotel Galomar, no Caniço.
Roque-de-castro juvenil resgatado em fevereiro de 2022. Foto por: Elisa Teixeira


IDENTIFICAÇÃO

De pequeno porte, o roque-de-castro é predominantemente escuro e apresenta uma faixa branca no uropígio. A sua cauda é ligeiramente bifurcada, permitindo a sua distinção relativamente ao painho-de-cauda-bifurcada.

Roque-de-castro. Foto por: Tânia Pipa

O roque-de-castro distribui-se pelos oceanos Atlântico e Pacífico. Em Portugal, nidifica nos arquipélagos das Berlengas, dos Açores e da Madeira. A nidificação da população de verão foi confirmada apenas no arquipélago da Madeira, em praticamente todas as ilhas e ilhéus. A população de inverno é maior, conhecendo-se colónias no Farilhão Grande (Berlengas), nas ilhas e nos ilhéus da Madeira (incluindo o ilhéu do Farol, o Porto Santo, as Desertas e as Selvagens), e dos Açores (Santa Maria, Graciosa, São Jorge, São Miguel, Flores e Corvo), embora nas últimas três ilhas a confirmação da nidificação tenha sido baseada em escutas noturnas. A população de verão reproduz-se de março a outubro, ao passo que a de inverno nidifica entre setembro e fevereiro. Esta espécie ocorre nas nossas águas ao longo do ano, não tendo, contudo, sido registada nos Açores, no verão. Neste arquipélago, ocorre também o painho-de-monteiro, e a dificuldade na distinção entre as duas espécies, em voo, leva-nos a assumir que os mapas produzidos possam incluir registos de ambas.

Roque-de-castro. Foto por: Joana Andrade
Saiba mais sobre a espécie aqui.

 



Ajude a freira-do-bugio

FREIRA-DO-BUGIO

Esta ave de estatuto de conservação Vulnerável, habita somente a Ilha do Bugio, nas Desertas. De momento, os juvenis de freira-do-bugio começam a abandonar os ninhos. Esteja atento e, caso encontre uma ave, recolha-a com cuidado e liberte-a num sítio junto ao mar e pouco iluminado.

Contacte-nos com o seu registo através do telefone 967232195 ou preencha o formulário em https://bit.ly/2x1AWSP. 

❗️ Caso a ave esteja ferida, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM através do 961957545 (09:00-17:30) ou a GNR - Comando Territorial da Madeira (disponível 24 horas).

IDENTIFICAÇÃO

É uma ave marinha de tamanho médio, um pouco mais pequena que a cagarra. Tem uma plumagem cinza escura na parte superior do corpo e asas, enquanto que o branco domina o peito e a parte inferior do corpo.

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ℹ️ Ilustrações gentilmente cedidas por Juan Varela.